Uma CPI de mulheres e por mulheres

No Dia Internacional da Mulher fiz uma reflexão: para que precisamos dessa data no calendário?! Muitos dizem que o oito de março nós “comemoramos” a mulher, não é? Pois considero que ainda não podemos “celebrar” esse dia, e sim, aproveitar para marcar e ampliar a voz da luta feminina por igualdade. Números estão aí para nos mostrar que temos muitos motivos para exigir nosso espaço, seja individualmente ou em coletivos, na sociedade civil e também como política de governo.

Justamente por considerar a igualdade essencial, e confiar que ações públicas pode sim ser efetivas – desde que bem planejadas – propus a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, aqui na Câmara Municipal de São Paulo, para investigar a situação de vulnerabilidade das moradoras de São Paulo. O pedido foi acolhido e, com motivação e muito orgulho, presidi na terça-feira, dia 25 de abril, a primeira sessão desta CPI. Foi um momento de muita emoção para mim, porque pela primeira vez na história a Câmara paulistana tem uma CPI composta apenas por mulheres. Esse fato é significativo e pode servir de inspiração para outros locais do Brasil.

São Paulo é um polo gerador de riquezas e também um laboratório de inovações. Por isso, acho que a cidade também pode ser referência na inserção da mulher na política. Nossa Câmara, o maior parlamento municipal da América Latina, conta com um número sem precedentes de vereadoras nesta legislatura: 11. Embora o número de eleitas tenha crescido em nossa metrópole, o mesmo não aconteceu em outras muitas cidades paulistas e brasileiras.

Assim, acredito que eu – como mulher na política – tenho o dever de trabalhar para ampliar a igualdade de gêneros, a capacitação feminina e o empoderamento delas. Com os trabalhos que estão por vir quero contribuir para mudar realidades, melhorar vidas e #MelhorarSP.