Foram discutidos planos para movimentar a Economia Verde na Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo

A vereadora licenciada e secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso, participou nessa quinta-feira, 12 de setembro, da plenária sobre a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da cidade de São Paulo, com o tema Polo Ecosturistico da Cantareira. O evento foi realizado na sede do Instituto Florestal, no parque estadual Alberto Loefgren, zona norte da cidade.

O Polo de Ecoturismo da Cantareira criado pela Lei nº 16.832 de 7 de fevereiro de 2018, de autoria da vereadora Aline Cardoso, define as áreas que contemplam mata atlântica nativa e extrapolam os limites do Parque Estadual da Cantareira e do Parque Estadual Alberto Löfgren em suas porções pertencentes ao Município de São Paulo. As subprefeituras Regionais de Jaçanã/Tremembé, Casa Verde/Cachoeirinha, Santana/Tucuruvi, Freguesia do Ó/Brasilândia, Pirituba/Jaraguá e Perus, definem como bairros turísticos aqueles que fazem parte do polo de interesse turístico da Serra da Cantareira.

“O Parque Estadual da Cantareira é a maior floresta urbana do mundo, com mais de 7 mil hectares e preserva, além dos mananciais, espécies de animais ameaçados de extinsão como os macacos bugios, o gato do mato, jaguatirica, entre outros. A zona norte é privelegiada por ter esse cinturão verde importante dentro dessa selva de pedra”, destacou Aline Cardoso.

Estiveram presentes na reunião o presidente do Instituto Florestal, Luiz Alberto Butti, presidente do Conselho da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da cidade de São Paulo, Anita Correia, coordenador Programa Município Verde Azul, José Valter, chefe de gabinete subprefeitura Jaçanã/Tremembé, Alexandre do Nascimento e o coordenador da Reserva da Bioesfera do Cinturão Verde da cidade de São Paulo, Rodrigo Castanho.

“A ideia do Polo é que ao invés de criar uma barreira estipulando que determinada área seja de preservação ambiental, cedo ou tarde haverá invasão e destruição. O plano é ceder determinada área para que o interessado invista, desfrute e usufrua, podendo ser na Serra da Cantareira ou qualquer pedaço do Cinturão Verde, desenvolvendo a economia verde, onde tornará a cidade de São Paulo referência” explica Aline Cardoso.

O Polo de Ecoturismo da zona norte conta com Lei, Poder Público e agora deverá contar com a participação da sociedade.

“O Cinturão Verde abrange 78 municípios incluindo a cidade de São Paulo e estes dependem dos serviços ecossistemicos oferecidos pelo cinturão. O enfoque é oferecer os principais serviços ambientais dentre eles: produção de água, regulação do microclima, produção de alimentos, lazer, ar e muitos outros. Existem 700 reservas no mundo e sete estão localizadas no Brasil e todas contam com dois principais pilares: conservação ambiental, desenvolvimento sustentável e o apoio a pesquisa cientifica nos seus territórios”, explicou o coordenador da Reserva da Bioesfera do Cinturão Verde, Rodrigo Castanho.

José Valter que é coordenador do PMVA – Programa Município Verde e Azul citou o lançamento do livro Serviços Ecossitêmicos da RBCV e discutiu a Rearticulação do Grupo de Trabalho para criação do Mosaico de áreas protegidas do Contínuo Cantareira e análise de proposta de ampliação do escopo para Mosaico da Região Metropolitana de São Paulo.