A Prefeitura de São Paulo e a Trevo Ambiental (empresa que presta serviços para Autoridade Municipal de Limpeza Urbana – Amlurb), oficializaram nesta quinta-feira, 25 de outubro, a contratação de 28 imigrantes venezuelanos para atuar na área de limpeza urbana da capital paulista por meio do programa Trabalho Novo, que prevê a inserção de pessoas em situação de vulnerabilidade social no mercado de trabalho.

A cerimônia aconteceu na garagem do Consórcio no bairro Parque Novo Mundo, zona norte da Capital e contou com a presença do prefeito Bruno Covas, dos secretários municipais de Desenvolvimento Econômico, Aline Cardoso, de Assistência e Desenvolvimento Social, Filipe Sabará, das Subprefeituras, Marcos Penido, subprefeito da Vila Maria/Vila Guilherme, Dário José Barreto, Presidente da Amlurb, Edson Tomaz, gerente geral do Consórcio Trevo Ambiental, João Carlos David, e o diretor Social do Siemaco – Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo, João Capana.

Os venezuelanos irão atuar no perímetro de seis Subprefeituras (Vila Maria/Vila Guilherme, Freguesia do Ó/Brasilândia, Santana/Tucuruvi, Casa Verde, Jaçanã/Tremembé e Penha), e já começarão a trabalhar em novembro, assim que o processo de admissão for concluído. A contratação seguirá as normas da CLT com benefícios como vale transporte, vale refeição, seguro de vida, convênio médico e odontológico. O processo seletivo está em andamento e a parceria com a Trevo Ambiental prevê a realização de novas contratações.

A iniciativa atende a uma reivindicação por trabalho dos próprios imigrantes e é realizada por meio das secretarias municipais de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), de Desenvolvimento Econômico e de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), em parceria com a ONG Rede Cidadã, especialista em geração de oportunidade de trabalho para pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social.

“Somente nos CATes atendemos este ano mais de mil estrangeiros em busca de um emprego. São pessoas que vem principalmente do Haiti, Angola, Bolívia e Venezuela em busca de uma vida melhor e é obrigação do poder público acolher essas pessoas que estão situação de vulnerabilidade”, comenta Aline Cardoso.

Desde seu início em 2017 o programa de inserção dessas pessoas no mercado de trabalho já realizou 2.522 contratações (300 pessoas já conseguiram a sua autonomia e não estão mais nos centros de acolhimento), além de capacitar mais de 4.900 pessoas em situação rua.

Os participantes do projeto são atendidos nos centros de acolhimento da Prefeitura e passam por uma capacitação socioemocional na metodologia Autoconhecimento e gestão emocional na formação de jovens para a vida e trabalho, da Rede Cidadã, antes de serem encaminhados. Em seguida, assumem os postos de trabalho.

Outro parceiro no projeto é o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco), que vai oferecer aulas de português aos novos funcionários.